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QUARTA

secção

O que é a IVª Secção? Ou, o que são os caminheiros e companheiros?

A vida no Homem Novo: o Caminheiro vive cristãmente em todas as dimensões do seu ser.
O Caminheiro/Companheiro é chamado a viver integralmente em Cristo, o “Homem Novo”, assumindo um lugar ativo na cons­trução dos “novos céus e da nova terra”.
Com a ênfase colocada na vida cristã, nas diversas dimensões que compõem o ser humano, pretende-se estimular para a incarnação plena do Evangelho de Je­sus Cristo, sem hiatos ou áreas excluí­das. Tudo o que é próprio do ser humano tem também a ver com o Evangelho e, por isso, toda a vida há-de ser moldada pela Palavra que dá vida e sacia para a eternidade.
É fundamental que a pedagogia da quarta Secção não deixe de dar um con­tributo novo para a formação dos jovens Caminheiros e Companheiros, pois es­tes estão ainda num processo educativo, apesar de possuírem já autonomia em di­ferentes áreas. Da qualidade da pedago­gia proposta nesta etapa, depende o bom sucesso de todo o itinerário escutista. No final deste percurso é que pode­remos perceber qual a mais valia que o escutismo oferece à sociedade e à Igreja.
São Paulo - Patrono da IV Secção - Escuteiros de Setubal

São Paulo foi escolhido para patrono da IV pelo exemplo de “caminho” que teve durante a sua vida. Facilmente se encontram, na sua caminhada de anúncio da boa nova, as características do “caminheiro ideal”. Por cedo ter aprendido uma profissão, a de tecelão de tendas, por querer sair de casa para estudar e ser um fiel seguidor da religião em que acreditava, pela grande encruzilhada da sua vida a caminho de Damasco após a qual, iluminado pelo Espírito Santo, escolheu seguir Cristo e anunciar a Boa Nova, São Paulo é, assim, um dos principais modelos de vida para os Caminheiros. Foi um caminhante inesgotável que assumiu o projeto ao qual se propôs perante os seus irmãos cristãos. A sua grande virtude foi a de anunciar e, ao mesmo tempo, a de atuar, não se deixando ficar apenas pelas palavras, sendo um exemplo de compromisso e testemunho daquilo que pregava.

Mística da IVª Secção

A Mística dos Caminheiros e Compa­nheiros consiste na busca da vida plena em Cristo, o mesmo é dizer, a vida no Ho­mem Novo.

A descoberta dos dons de Deus, com a progressiva aceitação da Aliança que Ele oferece ao Homem, permite encontrar um novo projecto de vida: a construção da Igreja dá Corpo a esse projecto, e a vida vivida com critérios cristãos, assumida com valores cris­tãos e alimentada em Cristo, exprime a vida desse mesmo Corpo. É esse o resumo do itinerário espiritual propos­to pelo conjunto das quatro etapas se­quenciais das secções.

Viver em Cristo é a meta de todo o Cristão.

Pelo baptismo, fomos já configurados com Cristo e feitos membros da Igreja mas, enquanto peregrinamos neste mun­do terrestre, experimentamos a dialéctica de uma vida no mundo, sem ser do mun­do. Isso acarreta dificuldades e exige um esforço de fidelidade ao querer de Deus. A correspondência à vontade divina é um caminho para toda a vida e, o chegar da partida de Caminheiro/Marinheiro re­presenta apenas o assumir consciente e maduro do rumo a seguir. Não significa, por isso, a conclusão do caminho, nem a inércia da meta alcançada.

DIMENSÕES DO CAMINHEIRISMO

A Mística dos Caminheiros e Compa­nheiros consiste na busca da vida plena em Cristo, o mesmo é dizer, a vida no Ho­mem Novo.

A descoberta dos dons de Deus, com a progressiva aceitação da Aliança que Ele oferece ao Homem, permite encontrar um novo projecto de vida: a construção da Igreja dá Corpo a esse projecto, e a vida vivida com critérios cristãos, assumida com valores cris­tãos e alimentada em Cristo, exprime a vida desse mesmo Corpo. É esse o resumo do itinerário espiritual propos­to pelo conjunto das quatro etapas se­quenciais das secções.

Viver em Cristo é a meta de todo o Cristão.

Pelo baptismo, fomos já configurados com Cristo e feitos membros da Igreja mas, enquanto peregrinamos neste mun­do terrestre, experimentamos a dialéctica de uma vida no mundo, sem ser do mun­do. Isso acarreta dificuldades e exige um esforço de fidelidade ao querer de Deus. A correspondência à vontade divina é um caminho para toda a vida e, o chegar da partida de Caminheiro/Marinheiro re­presenta apenas o assumir consciente e maduro do rumo a seguir. Não significa, por isso, a conclusão do caminho, nem a inércia da meta alcançada.

Simbologia da IVª Secção

Da mesma forma, a simbologia da 4.ª secção pretende dar ao Caminheiro algumas ferramentas para olhar o mundo e ser capaz de se encaixar nele, seguindo os seus ideais e formulando as suas opiniões. Quando olhamos a simbologia no seu todo, percebemos que todos os elementos se complementam e permitem ao jovem desenvolver as várias dimensões do seu ser como forma de afirmação e definição de si mesmo.

*Nos marítimos: Leme; Barca; Vento/Vela; Rede; Pão; Evangelho

DIMENSÕES DO CAMINHEIRISMO

O percurso individual – O Caminho

Nos caminheiros, o jovem é desafiado a escolher um itinerário de descoberta e de ação que o leve a tornar-se construtor de um Mundo Novo. O Caminho significa, então, a abertura, a largueza de vistas, o apelo do horizonte, a capacidade de aceitar a mudança, de viver na própria mudança. É, também, um espaço de vida despojada, de rejeição do supérfluo, de atenção ao essencial. Por fim, é um lugar de perseverança, de experiência de uma lenta e paciente construção de si mesmo, de aprendizagem da capacidade de se comprometer para além do imediato. Graças a isto, este Caminho, dos caminheiros, é tal como o dos Peregrinos, testemunho de vida cristã.

Ser caminheiro é ser mais (superar-se a si mesmo)…
É ser Peregrino: no Caminho de Emaús, Cristo Ressuscitado revelou-se aos seus discípulos, caminhando com eles lado a lado…

O percurso em grupo – A Comunidade

Durante o Caminho, o jovem é interpelado a avançar lado a lado com o outro. O Caminho ajuda-o, assim, a desenvolver a sua capacidade de acolher o outro, de o ajudar a avançar, de se deixar ajudar, de partilhar com ele as alegrias e tristezas da jornada. A Tribo é o espaço privilegiado para esta relação, já que é nela que se vive o início da comunhão que se potencia depois na vivência em Clã.

Ser caminheiro é ser companheiro (participar na Caminhada com os outros)…
É ser Discípulo: no Caminho de Emaús, Cristo foi reconhecido pela fração do pão…

Um percurso com sentido: O Serviço

É o apelo das Bem-Aventuranças que dá sentido ao caminho conjunto, que se torna assim experiência de comunidade, de partilha, de amor e de construção da paz. Contudo, segundo este apelo, a comunidade não pode viver eternamente virada sobre si mesma.
Viver o Serviço é um compromisso de cada instante que o caminheiro expressa ao longo do seu itinerário. Este Serviço é algo natural que não implica forçosamente um ato físico ou um dom material, na medida em que pode assumir-se como um suporte moral, um intercâmbio ou outras coisas ainda.
Para além disto é gratuito, embora enriqueça quem o presta: o Serviço é uma dinâmica de descoberta, vivida numa relação de amor fraterno, de “receber, dando-se em troca”.
Neste sentido, ‘Servir’ é tornar-se apto para a missão. Esta vivência do Serviço deve ser experimentada individualmente, em Tribo e em Clã, devendo ser convertida em ações de longo termo que denotem uma vontade de compromisso e não surjam apenas como “mini-serviços” rápidos e sem continuidade.

Ser caminheiro é ser para (tornar-se apto para a Missão)…
É ser Testemunho: no Caminho de Emaús, Cristo serviu os seus discípulos ao explicar-lhes as Escrituras…

Um percurso para a vida: A Partida

O caminheiro tem de avançar progressivamente para a sua Partida, que exprime simbolicamente que o ato de caminhar é mais importante do que o ato de chegar.
É por isso que, no final do seu tempo de caminheiro, quando sai do Clã, o jovem não chega ao fim do seu caminho, mas parte para um novo caminho.
De facto, o fim de uma etapa significa sempre o início de outra e a Partida é o momento de o caminheiro se lançar no caminho da vida e é também um ‘Envio’ (só pode haver Partida se houver quem envie).

Ser caminheiro é amar…
É ser Enviado: no caminho de Emaús, Cristo, “partiu”…
E eles reconheceram-n’O vivo e ressuscitado.